sábado, 6 de setembro de 2008


Sim, eu ainda desejo morrer.

Agora não mais com a angústia depressiva dos suicídas.

Nem com a fúria alucinógena dos psicóticos.

Não para fugir dos problemas ou para causar dor ou arrependimento em alguém.

Mas sim com a calma, felicidade e esperança dos que sabem que existe algo além. Algo que se não melhor ao menos diferente. Algo que as palavras deste plano não sabem explicar, assim como não sabem explicar o amor, simplesmente por não pertencerem a ele.

Foi preciso muito sofrimento da osrtra para que dela nascesse uma pérola.

Que fique bem claro que desejar morrer, fazer a viagem final, não é desejar a morte em si. Não é desejar uma forma de acabar com a vida que foi nos dada como meio de evolução, isso seria como fugir da aula. Enquanto que o que eu desejo é aprender a lição para mudar de curso "passar de ano", e só assim dár mais um passo adiante.

Desejo a passagem agora sem medo. Quem sabe com um pouco de ansiedade... o que geralmente a torna mais longa.

Agora não me preocupo com o ato fúnebre que envolve a morte física, isto apenas faz parte do processo de libertação. Obviamente que minha consiência e meus instintos de auto-preservação faram com que me afaste dos perigos, isto é natural. Também sei que quanto menos traumático for esse processo melhor será para a essência.

Não atentarei contra minha vida, pedirei calma nos momentos de ira e conforto para a angústia que provavelmente ainda hei de sentir. Pelo contrário a aceitarei de bom grado e respeitarei a vida alheia como respeito algo que não me pertence. Porém sem diviniza-la, como por muitas vezes tenho visto acontecer com determinadas pessoas.

Por fim pedirei sempre à Força Criadora para que cada vez mais pessoas iluminem-se e encontrem seu caminho e verdade, que podem ser ou não diferentes da minha. Para que possam compartilhar a lucidez de espírito que sinto neste momento.

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