quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Queria e deveria ser mais altruísta.
Não que eu não seja, é que acho que deveria ser mais. Pensar mais nas pessoas, em como elas se sentem, entende-las. Mas passa um tempo e você é engolido por uma coisa que eu chamo de
" grande-força".É essa força do dia-a-dia, que nos torna assim tão indiferentes com tudo e com todos, que não nos deixa ver o grande contesto em que estamos inseridos. O acorda-estuda-trabalha-come-dorme-acorda... de sempre e de todos os dias que nos embebeda com seus probleminhas pequenos de execução. Que consome-se em si mesmo como uma grande burocracia que precisa da maior parte de seus recursos e de seu tempo apenas para administrar a si.
Quantos problemas diários e mesquinhos nos impedem de ir fazer uma visita ao lar dos velhinhos, a um orfanato, ou ao hospital para ajudar alguém. E se formos mesmo analisar esses problemas, eles não existem, a não ser em nossas cabeças hipnotisadas pela "grande-força". A força que nos impede a todo tempo de realizar coisas que saiam da rotina. Rotina essa é a palavra! Amamos a rotina, não adianta querer negar isso, todos amamos a rotina, temos medo de sair, de mudar e não saber o que nos espera a frente. É mais ou menos assim: "Está ruim aqui, mas se eu sair não sei o que vai ter do outro lado, e como pode ser uma coisa pior ainda, prefiro ficar aqui neste ruim mesmo que eu pelo menos já conheço". É assim. E assim permanecemos, hipnotizados...

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